quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"o cinema, reconhecido, fará da locomotiva sua primeira estrela" (p. 54). aumont.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

estava tão confuso que se deu ao direito de dizer 
eu não sei 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

talvez a gente caiba aqui

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

não teve um só dia que ela não imaginou o diálogo 

domingo, 26 de janeiro de 2014

formas biográficas: 
como quando troquei de sala
e derrapei na neve 

sábado, 18 de janeiro de 2014

postais do lado contrário 
para que você imagine
a paisagem 


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

branco

(ainda bem que o mundo não é em p&b) -- o branco

onde? musée d'orsay
às 15h40

sempre acho a decisão de cor uma etapa muito difícil

e quase sempre a cor tá ali na locacão. o que tenho feito é buscar uma similar, trabalhar com aquilo que é aproximado, respeitando as condições de luz natural e artificial, privilegiando certos signos. sou menos bruxo que storaro, claro, e me emociono  com seu trabalho em o último imperador. "azul" não é apenas "fraternidade" e "branco" não é apenas "paz". cor não é uma decisão arbitrária, tampouco filiada a um código de astrologia-semiótica-roupa de fim de ano. ela vem conforme o que me é contado dos ensaios, o que é observado no roteiro, da pesquisa e claro, do desenho. tenho sentido que sem o desenho não há cor, não tem jeito. o desenho é o que encaminha, é meu primeiro contato material: desenho no fundo do roteiro, desenho no tablet, na agenda, no papel.

--
os franceses pensam demais as cores. hoje falamos do branco, do vínculo de representação da escola simbolista, seu privilégio por uma pintura  que desdobra o branco da antiguidade clássica - luz divina, a pureza, a inocência - em vetor de modernidade, burguesia e do bem-estar. esbarrei nisso, no interesse da belle époque pelo branco e, adiante, seus desdobramentos de criação.

diretores de arte tem o costume de esvaziar certas intenções de branco: "ah, o branco não". "tá chapado". o branco é amigo, pô.
tem uma coisa muito bonita que a daniela thomas diz sobre a direção de arte em p&b (em mesa/conferência/diálogo lá na semana abc do ano passado) que é o lance do preto como moldura e do branco como infinito. isso me toca com uma força espetacular por esbarrar aí na minha questão.

a vontade que eu tenho aqui, com a luz amena de paris, que quase finda às 17h da tarde, é de "bater um branco" na paisagem. de rastrear, como na luz branca de raio-x, os desenhos de paisagem.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

(deletei esse post
que era um post 
de

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

me perdi de propósito

soube voltar sozinho