quarta-feira, 27 de junho de 2012

agradeço o jeito como aquelas palavras foram parar na minha mesa, embora eu precise contar aqui que aquele sonho parecia maldição. deve haver algum jeito de promover um descanso, pois eu estou um pouco debilitado; é fim de semestre, portanto, não pareceria frágil demais, bobo demais, dizer aqui que estou mesmo precisando de repouso e silêncio.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

o que eu pude, assim dessa maneira, foi observar aquela encenação a que fui submetido. eu repeti cinco vezes essa ditadura imensa que é a própria vida; quem sabe assim tão agoniado eu pudesse pertencer a um novo discurso desleal

se me obrigo a revisitar parte aquilo que já aconteceu, faço de conta que já acabou; mas não; se me obrigo a me descolar num espaço-tempo indefinido por nós dois é porque tá tudo ao contrário; deve existir uma solução menos petulante para tais indefinições; não respeito

o que eu fiz, assim dessa maneira, foi perambular enquanto olhava para baixo na tentativa de demarcação de território; bom dia; não repito. fica aquela dor no peito, uma vontade de gritar para solucionar um terço de sentimento

mas é mundo. tem tantos carros, tem tanto barulho, que não adianta gritar; vai, sozinho, pega o ônibus e vai, e volta

terça-feira, 19 de junho de 2012

entre uma nova anotação no caderno de capa de azul eu faço com que esta história se torne ainda mais precisa. é chegada a hora de me aproximar do último combate. pode ser que não seja, pode ser só o começo.

mas aí eu vou tomando fôlego, fazendo com que a capa do caderno assuma uma postura dramatúrgica da minha vida. todas as cores, todas, se convertendo em dramaturgia enviesada.