terça-feira, 29 de maio de 2012

4h e ele entrou em casa.

sábado, 26 de maio de 2012

pedaço de mim

oh, pedaço de mim
oh, metade adorada de mim
lava os olhos meus
que a saudade é o pior castigo
e eu não quero levar comigo
a mortalha do amor
adeus

(com os barulhos e suspiros de milton escondidos no canto dos versos e zizi olhando o momento de entrar com a voz)

(pois eu tenho certeza absoluta que essa foi a sensação que a minha avó teve quando perdeu ele, o meu avô)


sexta-feira, 25 de maio de 2012

a maneira como campinas se apresenta como uma cidade melancólica.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

estático, movimento da cena 01: branco: o jovem príncipe sentado próximo ao muro de nuvens
semi-repouso, movimento da cena 02: verde: o jovem príncipe cantarolando no canto da rua
em movimento, cena 03: azul: o jovem príncipe rompe a moldura do quadro para

* estudos da primeira videoperformance
são paulo, 2012
transcrição do caderno de desenhos 

terça-feira, 15 de maio de 2012

muito tocado por lygia pape.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

su mirada

com a chegada de marcelo e a disposição de nossos caminhos por esta cidade questionei a validade do discurso da direção de arte frente à narrativa. sobre a difícil escolha de caracterização dos ambientes, o formato a que os objetos devem pertencer e também a questão da liberdade, a possível autonomia, do departamento.
é engraçado isso de um cara que não é paulistano apresentar a cidade a um estrangeiro. seria uma maneira também de, a certo olhar, ressignificar os espaços, a favor de um novo encontro. pois toda explicação é condicionada a um certo tipo de olhar, de dois estrangeiros. então, eu poderia reafirmar que estava conhecendo também, a favor do conhecimento de um outro indivíduo.
e o marcelo é muito atento. não perde a oportunidade para diferenciar a que angulação pertence o enquadramento do seu olhar. foi como a minha tentative frustrada quando elaborei uma série de desenhos e poemas, intitulados de “desenhei são paulo com giz de cera”. como alguém que desenha com um material muito sensível à água; técnica planificada na sensibilidade do giz que a qualquer instante pode quebrar, sofrer uma nova rachadura, fragilizar-se. ele entendeu a que tipo de discurso o meu olhar pertencia, a maneira como alguém de vinte e três anos guia a imagem. e colocou-se de prontidão a investigar o que de são paulo existe em são paulo. e mais: reconhecer possíveis espaços inabitados por seus enquadramentos não fundamentados pelo dispositivo – o olhar, su mirada – a tanto tempo, trinta e poucos anos.
fico feliz por precerber tantos encontros. parece brincadeira de criança essa cidade quando faz com que a gente aprenda tanto, de maneira intuitiva, nada didática, uma quantidade imensa de coisas em tão pouco tempo.
a questão de despedida, dei a ele um cd do cartola. durante as nossas caminhadas, de tanto eu comentar o estágio da minha pesquisa sobre central do brasil, ofereci a ele esta junção do melhor do melhor de cartola a fim de que ele, também encantado pelo filme, pudesse conhecer mais daquelas músicas, como uma guia para todo o percurso de josué, portanto da dora também.
foi uma maneira que encontrei de aproximar os discursos. aproximar a poesia. aproximar, como uma ponte. marcelo gostará de cartola, não tenho dúvidas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

tem gente aqui que espera que aconteça alguma coisa muito boa em maio.