quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

te amo como você e eu acharmos que seja esse amor.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

pedaço sensível de consolação (ou) 2011, tão especial

abandonar o espaço, tirar a banda de circulação, para a chegada da nova fanfarra a gente não precisa de muito não por vezes para entender um monte esse estágio é importante para adiantar o que há de mais pesado e o que precisa ficar e foi assim eu adentrei os ambientes como quem ocupa os primeiros assentos de uma sala de cinema não me escondi em nenhum galho de árvore à espera de chuva eu me molhei porque são paulo fica seca eu tenho medo da falta de água
recebi o leo em casa sua nova chegada aliás me recebi naquele barulho gigantesco que é a consolação um tempo cheio de recato que é tentar dormir e não conseguir mas consegui é só eu fechar tudo e começar a pintar na mesa que foi deixada lá só pra mim
eles foram à minha casa todos eles conheceram o meu melhor a maneira como eu compro cactos pequenos e os planto dentro de xícaras para que iluminem as estantes de aço eles fizeram com que eu renovasse a minha fé deram mais embalo à minha dança de madrugada enquanto apagavam as luzes para que pudéssemos enxergar vagalumes
não consegui (acredito que não haja conclusão pois isso já não é tão relevante mais) seguir um caminho seguro daqueles pontos que supostamente guiavam o meu amor deus obrigado as artes plásticas estão me invadindo como o dia em que comprei aquelas caixinhas de tinta a óleo e fiz meus primeiros esboços de vida
com o gui eu entendi que no fim no fim de tudo nós cenógrafos nós artistas queremos ser músicos a gente se aproxima da ideia de que a visualidade quer sem querer ser música meio paul klee eu sei
esperei um reencontro mais sincero mas não eles deveriam saber todos eles que isso de gostar de alguém é uma coisa muito séria falta desejo e um tanto grande de questões para se resolver na relação deles-cidade ou talvez o meu olhar de forasteiro seja direto demais não não acho que ingênuo demais
me trouxeram vacalhações fui machucado talvez eu lerei este pedaço específico aqui e não entenderei mas eu espero que eu entenda do que estou escrevendo aqui para que possa socializar melhor esta etapa uma mágoa pequena não sei sentir dor
os novos pedidos as novas entradas já estão abraçadas pelas mãos e toda a intenção dos vinte e três

vou receber parte do meu amor aqui no pedaço de chão que me viu crescer honestamente

estou tão feliz por 2011 que não sei se agora estou chorando ou se trata de chuva nesta cidade
com amor,

domingo, 25 de dezembro de 2011

só depois de eu ter conhecido o fer é que o intervalo entre natal e ano novo me pareceu mais bonito/com mais sentido.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

alguem me lembre de adicionar todos os pontos, sinais de pontuacao neste texto

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"(...) enquanto eu dançava, tinha um desenho do chão que corria / tudo de acontecer acontecia / e na calçada eu sentada vivia / sem fazer idéia / e a falta de imaginação me fez lembrar de você / de tarde, se anoitecer, tudo se acaba / e aí crio asa / e aí elas querem voar / aqui é assim / o que a gente inventa a gente tem / e aí crio asas e aí elas querem voar” k. buhr
eu chegaria um pouco atrasado hoje. você estaria me esperando com o celular no bolso, conferindo vez ou outra alguma chamada minha. mas sabendo que eu faço isso porque prefiro um atraso menor pra diminuir o tempo necessário em que a gente precisa dividir você com os outros convidados. chegaria e pediria uma cerveja nova. estava tudo tão fácil, tão bom de pedir. no fim, você viria pra cá, te leria aquele poema e nos aproximaríamos. você pediria uma outra música, mas não tão rock, uma música minha. eu colocaria e então você leria um segundo poema.
a gente dormiria, pois ninguém resistiria o suficiente à um colchão tão quentinho num dia de frio.