segunda-feira, 24 de maio de 2010

eu sei que você vai. tá frio. sozinho também pode ser bonito, mas dá um aperto. e dá também claustrofobia no coração amarelo.

domingo, 23 de maio de 2010

dói quando os personagens não podem ser como a gente quer. protejo. mesmo aqueles que não podem ser protegidos ou os que não pedem por proteção. me dão um repertório muito violento para a vida. a gente tem que cuidar pra não ser mediado por um dialoguista todo tempo, a cada instante.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

quando o mundo se separou naquele começo de tarde, romperam-se duas pequenas avenidas em duas máculas escuras. as esquinas acompanhavam o ritmo da chuva e em frente à padaria ela se agarrava ao guarda-chuva. a água lisa rompera com o pequeno fecho do sapato e ela gostava. sentia-se mais absorvida pelo chão. várias lembranças a acompanhavam, noção segura de que partir seria uma espécie de válvula de escape ou, apostando em felicidade, uma esperança banal.
avistou o carro surgindo na outra esquina e se esquivou da poça. lembrou-se de ouvir dele um eu queria você de volta para cuidar de você. mas mentiu quando disse que viria em novembro, se beliscou.
comprou seu bilhete para o metrô. rememorava como ele pedia o bilhete, como dizia obrigado. e como foi capaz de não entender a gravidade dos problemas. era domingo. e ela queria que ele repousasse o seu amor nela. era capaz de desejar. chegou. subiu até o alto do prédio, ali era o lugar onde se conheceram. ele disse, em algum lugar do mundo, que a amava. ela respondeu, com os barulhos dos carros, que não acredita em amor com dúvidas.
voltou novamente. quando longe, sem poder gritar, percebeu que ele recuou por não entender. tudo, inclusive o amor.

terça-feira, 18 de maio de 2010

aconteceu com ela o mesmo que aconteceu comigo.

domingo, 16 de maio de 2010

não sei lidar com a saudade de quem eu nunca vi.

terça-feira, 11 de maio de 2010

não escrever aqui significa que estou me deliciando com o passar desses últimos dias. estou morrendo. de amor.