quinta-feira, 22 de abril de 2010

estas circunstâncias me ajudam a entender o pouco do que resta para a margem do fim. uma guerra ou epidemia resolveria parte de todas as verdades. mas como não opto, por hora, quase nunca, pelos finais trágicos, careço de desenvolver um tipo de verdade gentil. o que as pessoas tem dificuldade de entender é que finais são compatíveis com as perdas, mas não o contrário. tudo tão disponível e, com o começo da guerra, tão absoluto, tão definitivo e muito nostálgico.

domingo, 18 de abril de 2010

parece cuba. parece o fim da revolução. parece o começo de outra. parece a gente. parece um arcanjo dividido em quatro pedaços similares para que apareça melhor na estante encomendada, bem desenhada, parte uma.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

reagiu com um olhar encantador, apesar de incompreendido e também pelas constantes catástrofes que pairavam sobre o encontro. quando suas lágrimas delicadas encaparam o céu com pouco mais de meia dúzia de esquecimento, tornou a repetir duas palavras de amor para que, não por talento, pudesse impressionar e ouvir o que queria. não esperou um semelhante ah, se eu pudesse voltar esfregava as mãos no material liso e bem limpo que cobria a mesa e apenas abaixou a cabeça para que atestasse um tipo de sentimento futuro e precaver o mundo daquilo que todos já advertiam. questão de não passar despercebido ou, por talento, trocar arte por ensinamento repercutir o gesto a favor da palavra revólver de imposição, mártir em seqüência de responsabilidade ou alcance de si mesmo e conclusão bonita para as próximas manhãs

domingo, 11 de abril de 2010

brilho. ventilador. bagunça o cabelo. barulho do fone de ouvido. descer a escada. não passar atrás. sorrir para eles. encontrar o melhor cantinho. esperar. ibirapuera. dividir o jantar. sorrir para mim. boa noite. sem sono para amanhã.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

os teus sonhos me interessam
mas não vou partir com você
pois preciso do meu porto
que é como você precisa de tempo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

me vem como uma nova
mudança
acorda bem cedo
com o cheirinho de chuva
e aperta as minhas mãos
com pouca força
me repousa
com carinho
e reverbera nosso destino