domingo, 14 de março de 2010

quando a minha mãe olha para mim com um sorriso gigantesco eu fico sem graça. a gente promete as coisas um para o outro, mas sabemos que no final das contas o meu pai é quem empurra o barco para o mar. ela entende o amor que carrego dentro de mim e não se deixa enganar pelas perguntas que poderiam, sim, ser constantes. fica lendo com os olhos moles de insegurança o espaço concreto por onde eu irei transitar; ri de como eu sou atrapalhado com o tempo e sobre como eu queria anulá-lo.