quarta-feira, 24 de março de 2010

a simples apresentação do menino, que elogia todo tipo de olhar, é só uma escolha poética para mostrar como a cidade sem céu enviesa seu tipo de narrativa de amor.

domingo, 21 de março de 2010

amanhã cedo o leo chega aqui em casa. agorinha a larissa aparece. a lidi já foi e o vado está aqui na sala.

e eu nunca me senti tão... tão...
vou. e eles estão em suas casas cheios de lágrimas. amor, cuide deles e de mim.

domingo, 14 de março de 2010

quando a minha mãe olha para mim com um sorriso gigantesco eu fico sem graça. a gente promete as coisas um para o outro, mas sabemos que no final das contas o meu pai é quem empurra o barco para o mar. ela entende o amor que carrego dentro de mim e não se deixa enganar pelas perguntas que poderiam, sim, ser constantes. fica lendo com os olhos moles de insegurança o espaço concreto por onde eu irei transitar; ri de como eu sou atrapalhado com o tempo e sobre como eu queria anulá-lo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"deus sabe o que eu quis foi me proteger"
da chefe para o funcionário:

dois meses para entregar a explicação do outro dia ou então sugerir que ninguém estará ali, pois não há direção segura para um pequeno moço estacionado no cantinho qualquer da avenida.
durante o amor eu esperava por são paulo como medida de sentir-se mais próximo. e curiosamente atentei-me à placa logo no centro, perto da rua, com o seu nome. "e logo menos você estará aqui" me veio. e eu voei até o edifício mais alto só para poder cruzar as duas avenidas e constatar aquilo que eu mais temia. "poder não ser" talvez não importe agora. é chegada a minha hora de partir, de moer as incertezas e recebê-lo em casa, pela manhã. e escorrego do andar 12 para me ver inocente com o novo corte de cabelo e cheio de novas responsabilidades. vou marcar um abraço inconstante em breve, vou delimitar o meu acampamento como maneira de preservar o meu amor e, além disso, retirar os pés do chão enquanto ele entoa a canção número cinco que compartilha com outro pouso, afinal ouvir a sua voz nunca me pareceu tão importante, mesmo quando as buzinas e rodas de automóveis são constantes.

segunda-feira, 8 de março de 2010

não me solta mais.

terça-feira, 2 de março de 2010

quando eu volto para casa o meu sonhar fica mais límpido. eu me senti mal, durante aqueles dias, por não entender como alguém pode ser ruim ou então como podem esperar de mim aquilo que eu não posso dar.
ai, felicidade. ai, voltar para casa. ai, meus amigos. ai, telefone.