terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

querido,

aqui está tudo redondinho. você deve estar rindo mais por conta do "querido" do que pelo "redondinho". eu sei, não é cabível, mas não há nada melhor para exemplificar essa fase, esse fim de fase. coisas sem arestas que sabem deslizar pelo espaço são encantadoras. e elas não param! lembra daquele vaso de porcelana da minha mãe? imagine ele descendo uma cordilheira, assim. assim.
pois me sinto dessa maneira. e é maneiro saber que em breve eu terei condições mais bonitas de poder dizer isso melhor. você sabe que se eu as tivesse agora, é provável que eu não as domesticasse. você sabe que eu não vivo sem aquele presente de aniversário, aquele livro tão bonito que em breve não existirá. você sabe que eu posso voltar quando eu quiser, você sabe que eu sou esquecido e que reclamo dos projetos para os próximos anos.
mas hoje tem eu e eu até às 2h da manhã. e tem aquela nossa samambaia na porta de entrada do apartamento. e tem o espelho torto do banheiro.

por amar,

m.