terça-feira, 22 de setembro de 2009

o cinema fica abrindo em mim um tratado de cores de épocas remotas que fazem girar, desde a infância, o tema do conhecimento pelas aparências, motivo do século xix, logo de si mesmo.
faz com que eu me derreta em toda sala de cinema, cujo filme se apresenta a um diálogo interno, subjacente, responsável. faz com que eu me deite na poltrona e me torna um objeto sem causa, brinquedinho sem fundamento de uma experiência viva.
é injusto porque sou só dele, as coisas param, o mundo silencia lá fora e eu, como seu tema, abro sua janela do mar, frame por frame.
- claro. muito, olha só como você está, benedito.
- acho que essa história é sua, é um pouco agresssiva.

e choro porque não devo. e choro porque sou só ci.