terça-feira, 28 de abril de 2009

hoje eu perguntei a eles sobre a primeira decisão de imagem na vida.

domingo, 26 de abril de 2009

vai acontecer de um dia a aprendizagem do amor. vai ser simples e frustrante, afinal esse tipo de simplicidade comove a alma em razão de uma frustração. esse algo obstrui o guia dos prazeres só para alcançar, de tempos em tempos, a consciência de poeta choroso.
deverá existir em algum lugar uma violência mais comedida, mais respeitosa. os falta pensar que não deu certo e que ainda não há uma pontinha de sentimento? pois então ele fica com o romantismo, deixa toda essa parafernália idiota da modernidade para se sentir mais alma na alma. acerta na cabeça deles o rádio que toca o cartola.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

hoje eu me lembrei de como tudo pode ser difícil. me lembrei quando troquei a roupa. parece coisa de sentido.
só que hoje eu não posso, eu vou brincar de rir.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

foi bom saber que você é real.

sábado, 18 de abril de 2009

você fica mudando o meu coração somente para adaptar aquela notícia de 1968 do jornal pra hoje. eu fico me sentindo sem lugar e sem paciência porque sempre que termino os meus quadros você me aparece, nos quadros, no coração e nas imagens. ele devia saber que quando acorda, na sua cama logo pela manhã, tem alguém, não muito longe, que te faz em desenho.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

felipe, vira do avesso e osseva od ariv epilef
e não brinca de silêncio, não

(afinal felipe também gosta de como as palavras privilegiam, sempre, ele mesmo)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

a vida repousa no raio de sol
que enfrenta a cortina de metal
para fazer brilho
no papel
no tênis
no memorando
que estão ao lado da cama.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

eu também me faço aqui.

domingo, 12 de abril de 2009

para as lágrimas, o guarda-chuva verde dela. para as cócegas, o livro de piada de ceguinhos. para as notas, todos os boletins de ocorrência de amor. para as dores, todos os poemas do drummond.
de solange para márcio

"márcio, leva a sua metade antes que eu me atire
leva comigo
leva a sua metade antes que eu me vire
leva consigo
leva a sua metade
porque, por aqui, já não há mais de mim"

no dia em que ela descobriu que ele pretendia ir embora.

sábado, 11 de abril de 2009

há tantas cores.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

gostava de perceber como aqueles tempos eram duradouros para compensar toda a falta.
a metade exilada dele é a onda crescente de sono, a metade sem inquietude, o sentido que deu por perdido.
ao seu pedaço só resta o castigo de não querer ir seguro, de se machucar, de se machucar em amor, e por definição prática, dor.

domingo, 5 de abril de 2009

porque, para mim, toda a alegoria é chacota, plasticidade irrevogável da dobra da aparência, todo aquele finge-que-vai pro dá de lá e a asneira do erro. é tolice como se tem levado, é tolice. pois pode ser que esses tempos, tudo ao seu modo, cambie. pode ser que se acostume, pode ser que se relute.

mas hoje, só hoje, eu não estou só. devagar na dedicação, benedito, te faço sorrir de todas as cores.

sábado, 4 de abril de 2009

agora, enfim, todos podem dormir. vale lembrar que o mágico, do teatro, continua.