domingo, 23 de novembro de 2008

se você melhorar de vez e voltar, na semana que vem, com tudo certinho (isso também vale para os papéis que precisam do carimbo e da nossa liberdade) eu prometo que brinco de ser você e também de ser alma que acompanha. afinal de contas pra gente ser um um falta dois.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ontem, voltando para casa, me veio uma preguiça de tanta coisa. deu vontade de segurar tudo pelas mãos e guardar dentro de uma latinha de rolo de filme, só pra ela poder ser despachada para sp.
parte desses sentimentos acontecem geralmente quando eu estou dentro do ônibus, voltando para casa, e as luzes de natal, de algumas ruas, contribuem satisfatoriamente para tudo isso. não é a primeira vez e nem será apenas.
é bom que não seja pq isso me confunde de uma maneira gostosa e eu recaio no senso comum da discussão "técnica-teoria". de manhã, hoje, tem uma pequenina salvação para tal "dúvida mortal". então eu vôo atrás de um abraço mais conciso e fecho a janela do meu quarto.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

afinal de contas as formigas são pequenininhas demais... em outro verde.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

chove em goiânia, minha gente.
eu fui pra chuva às 17h34. o relógio marca 19h25. daqui a pouco tem ônibus e "quadros, débora, áfrica e pra quem encontrar". vão soltar as nossas borboletas na chuva goianiense.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

a meteorologista brinca não saber bem quando chove.
na segunda ela desce no bloco 2 da estação e fica por lá mesmo, 6h por dia, detectando possíveis mudanças climáticas e sintomas da mudança de estação.
da primavera pro verão, por exemplo, ela costuma sentir bastante frio. e neva! neva todos os dias, descogela a geladeira e aí neva. do outono pro inverno ela chove. chove pra poder sentir o gosto das flores que recolhe, no chão, ainda na primavera.
a sua cabine, lá na estação, fica repetindo, feito boba, o que já sabe de pressentimento.

sábado, 8 de novembro de 2008

amarelo é uma cor bonita.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

durante os dois últimos meses, a minha cabeça e todo o meu corpo têm se curvado propositalmente à quantidade de idéias que ficam borbulhando ao meu redor.
me pego pensando em cinema e imagem - toda a parafernália do dispositivo e as cadências da linguagem e estética - sempre que vou à universidade, no ônibus, e também quando desperto para algum tipo de imagem que, simulacro ou não, faça cócegas.
dia desses eu estava falando com a minha mãe sobre as nossas imagens, principalmente as que a gente cria a partir de algum tipo de visualidade que compartilhamos juntos. ela entendeu bem e concordou que é realmente importante persistir naquilo que o meu pai denomina de "pertencimento de mundo". na verdade ele nem sabe o quão bonita é essa teoria dele e, de maneira subjetiva, tenha optado por vivê-la, maneira mais eficaz de dominar toda a nossa historiografia.
antes de viajar, certo fim de semana, eu estava deitado na cama com os meus pais, minutos antes de ir. estava realmente escuro pois eu costumo viajar bem cedo. eu estava abraçando os dois quando me veio à cabeça "essa é uma boa imagem, eu queria poder vê-la".
acontece que se eu a "visse" não poderia tê-la só pra mim. toda essa utopia do cinema de vanguarda...