domingo, 31 de agosto de 2008

vem.
por alguns instantes ele sentiu a imensa dor da perda. era o mártir de amar.
então, vibrante e inspirador, o baú se abriu a alguns metros e despertou o imenso sorriso de antes.

já não devia chorar... tudo estava voltando aos conformes.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

de repente ele esteve a ponto de chorar dentro de ônibus e sentia uma imensa dor nos pés que, como lhe diziam, parecia estar suspenso pela não-gravidade. a casa estava um pouco longe, ele sabe. não, ele prefere estar quieto, dentro do seu espaço.
de toda história, confesso: eu não sei.

só sei que dia desses ele retrocedeu. já não era uma partícula inerte.
e ainda fazia uma força danada para não acreditar na física.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

vontade de ser não-ser.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

visitando locações a 360 por hora.

domingo, 17 de agosto de 2008

de nada vai valer o seu grito, o chute nessas cadeiras e os desenhos nesses cartazes. de nada vai valer esse afago, essa soberba, o fato de que quando consegue já não quer mais, os dias de chuva na praia e a areia que afunda. de nada vai valer o sol e os raios mais vermelhos que essa estrela possa emitir, a bolacha escondida na mochila, o armário 0 + 60 que comprou, o livro de arte sobre da vinci. não vai valer a 'hong kong telecom tower 979 king's road', a caixa com os boletins do primário e nem a caneca esmaltada, agora cheia de café doce.

não importa, nada disso tem alma. tampouco infelicidade.

agora, vá e saiba dar amor.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

joaquim,

aquele mundo é só nosso e é baixinho. frêmito suave, livros, chuva e dobras dos vales. canções dos avós. a gente guarda tudo num livro bonito - o segredo, a imagem e aquela tarde de domingo.

beatriz.
1, 2, 3...
mariana,

de quando parou o susto. primeiro passou por sua boca, depois escorregou para a ignomínia do tronco e então caiu como pluma... para que houvesse outros medos também.
mas não sei que parte do céu me pegou dessa vez, se a dianteira ou o pedaço nº9 do infinito. se nove é fim, então eu prefiro entender que, fechar os olhos, nada desses indícios me impedem de refrescar.

eu esperava uma grande afeição. mesmo daquelas baratas, mas baratas que balas macias de diversos sabores frutíferos. mastigáveis.
talvez pensasse em mastigar os indícios e trazer o nada, o nada-maior. o nada-nada do que você afogou hoje.

heitor.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

εïз
εïз


εïз






εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз

εïз

εïз


εïз εïз εïз εïз

borboletas amarelas invadem a janela.
francês é bonito demais.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

-bem, ramón, então não há mais o que falar. eu vou atrás dela.
-mas você não sabe o endereço!

ramón surpreende o salão de festas com um grito não muito alto e, de repente todos os holofotes estão fronteiros a sua imagem. as mãos secas caminham em direção ao coração.

-tem uma bússola aqui, estévez.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

não deixa sufocar não.

aperta o sufoco dentro de uma sacola pra chuva levar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

sinto vontade de pular de uma árvore só pra ver as minhas folhas secas caírem.

sabe-se lá se alguém vai entender.

sábado, 2 de agosto de 2008

segunda tem assassinato de saudade, medição de tempo e desejo, validação dos sentimentos e novidades.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

o meu pai é o pai mais incrível do mundo.
eu penso nele e aí me dá uma vontade de abraçá-lo, de chorar e de dizer que eu o amo.
a minha mãe diz que tem dele (do meu pai) muito em mim.

então daqui uns anos a valentina vai entender o que eu sinto.
estão se acostumando com 'valentina'.